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sexta-feira, 22 de maio de 2015

"O Pequeno Príncipe" retorna ao cinema e é exibido em Cannes

Animação foi apresentada no festival nesta sexta-feira



O diretor Mark Osborne apresentou nesta sexta-feira, em Cannes, sua visão particular de O Pequeno Príncipe, que dá nova dimensão ao conto filosófico de Saint-Exupéry, mas preservando sua mensagem universal. Pela primeira vez, o conto chega aos cinemas como uma animação.

Depois de muito refletir, o diretor americano acabou por encontrar a solução para adaptar ao cinema esse ícone da literatura, um dos livros mais traduzidos no mundo, sem trair a obra. Ele inventa uma história ao redor do conto e decide que o aviador sobrevive para contar sua história.

Já senhor de idade, ele passa seu tempo a observar as estrelas com seu telescópio. Uma noite, ele percebe sua pequena vizinha estudar em seu quarto e a envia um avião de papel no qual escreve as primeiras linhas de uma história.


A obra original de Saint-Exupéry é "difícil de adaptar, ela é íntima e frágil e a inteligência de Mark Osborne foi inserir o romance em uma história mais ampla", explicou Dimitri Rassam, o coprodutor francês do filme com Anton Soumache.

Curiosa e estudiosa, a menina se esforça para responder às expectativas de sua mãe, mas está inquieta com a ideia de crescer.



Uma comovente amizade nasce entre ela e o aviador que, a cada dia, conta um novo episódio da vida do Pequeno Príncipe, este jovem menino loiro de echarpe ao vento que ele encontrou há muito tempo no deserto quando seu avião quebrou.

A cada página, o olhar da menina sobre a vida muda. E também ao longo dos encontros que o Pequeno Príncipe teve durante sua vida, como a Raposa e a Rosa.


Grandes atores concordaram em emprestar suas vozes aos diferentes personagens nas versões em inglês e francês do filme, como Jeff Bridges, Benicio del Toro, Marion Cotillard (a Rosa em ambos os idiomas), Vincent Cassel (Raposa) e André Dussollier que interpreta o aviador.

– Esta é uma tremenda alegoria sobre nossa infância e o desejo de que ela não desapareça – explica André Dussolier.

A ideia do filme, que custou 57 milhões de euros, surgiu há 10 anos na cabeça de Dmitri Rassam, que levou mais cinco anos para concluir o projeto.

O tempo foi necessário para convencer o diretor, assim como os descendentes de Saint-Exupéry, e solucionar a questão dos direitos legais do romance.

– O filme encontrou um eco muito forte, como o livro que meus pais liam para mim quando eu era pequeno – diz o coprodutor de 33 anos, que é filho de Jean-Pierre Rassam, também produtor de cinema (falecido em 1985) e da atriz Carole Bouquet.

Quase 250 pessoas trabalharam no filme para o qual foram utilizadas duas técnicas de animação: as imagens em 3D produzidas por computação gráfica e "stop motion", onde pequenas figuras de papel são filmadas e animadas quadro a quadro.

Uma técnica mais tradicional que permite permanecer fiel ao texto de Saint-Exupery e próximo de seu desenho, segundo os produtores do filme.

Apresentado fora de competição no Festival de Cannes, chegará o filme chegará aos cinemas brasileiros em 20 de agosto.

Assista ao trailer:



segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Dilma reconhece que cultura precisa de mais recursos


Matéria completa em Cursos Raízes Culturais

 A presidente Dilma Rousseff reconheceu nessa quinta-feira a necessidade de que mais recursos sejam destinados à cultura, mas defendeu também que as ações artístico-culturais executadas com dinheiro público sejam otimizadas a fim beneficiar toda a população.
"Certamente, todos os militantes e gestores da área cultural querem mais dinheiro. Não tenho dúvidas de que a cultura merece mais e temos feito muito para atender ao desejo da área cultural, mas tenho consciência que temos que procurar ampliar não só os recursos, mas, fundamentalmente, as atividades que fazem com que a aplicação desses recursos se voltem tanto para os que trabalham na área, quanto para toda a população", disse Dilma. Segundo ela, essa dinâmica será facilitada com a criação do Sistema Nacional de Cultura, aprovado na quarta-feira, no Senado.
De acordo com a presidente, o acesso da população aos bens e produtos culturais é uma das questões mais importantes para seu governo. "É impressionante que muitos brasileiros e brasileiras jamais tenham chegado a um cinema, a um teatro, jamais tenham usufruído das mais diversas atividades culturais. Julgamos que a democratização do acesso à cultura é uma das coisas mais importantes para agregar à questão civilizatória", declarou a presidente durante a cerimônia em que a ministra Ana de Hollanda transmitiu o cargo a Marta Suplicy.
Dilma agradeceu a colaboração...continua em Agenda/eventos
fonte: www.terra.com.br

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