segunda-feira, 15 de julho de 2013

Mercado de Cinema: PÚBLICO DO CINEMA NACIONAL CRESCE 280% NO 1º SEMESTRE

MERCADO CULTURAL. Diferentemente dos números registrados no mesmo período de 2012, cenário dos últimos seis meses é animador: cerca de 13,6 milhões de ingressos foram vendidos


Por: RODRIGO SALEM - FOLHAPRESS
São Paulo, SP – Se o primeiro semestre do ano passado foi um terror para o cinema nacional, que não conseguiu colocar nenhum filme na marca de 1 milhão de espectadores, 2013 mudou completamente o cenário. Os longas-metragens brasileiros venderam, nos primeiros seis meses do ano, pouco mais de 13,6 milhões de ingressos, um aumento de 280% em relação ao mesmo período em 2012, quando 3,5 milhões de

pagantes foram aos cinemas. Os dados são do Filme B, portal que monitora o mercado cinematográfico no país.

Na renda, os números são ainda melhores: a bilheteria total de R$ 144 milhões representa um crescimento de 289% em relação a 2012, que ficou em R$ 37 milhões. Os dados não chegam a ser uma surpresa, porque representam uma tendência do fim do ano passado com as estreias das comédias nacionais, a galinha dos ovos de ouro do cinema brasileiro, e dramas sobre músicos famosos.

COMÉDIAS

Dos cinco filmes que ultrapassaram a marca de 1 milhão de espectadores no primeiro semestre de 2013, três deles são comédias (De Pernas pro Ar 2, Vai que Dá Certo, Minha Mãe é uma Peça), enquanto dois envolvem o nome do cantor Renato Russo (Somos Tão Jovens e Faroeste Caboclo), ex-líder da Legião Urbana.

“O crescimento é exagerado, porque estamos vindo de uma posição muito ruim. Mas esse é um aumento altamente expressivo, mostra que o cinema brasileiro cresceu e ficou robusto”, explica Paulo Sérgio Almeida, diretor do Filme B.

Entre todas as produções que estrearam nos cinemas do país em 2013, apenas De Pernas pro Ar 2 e Vai que Dá Certo entram entre os dez mais vistos do ano – a liderança absoluta é do blockbuster Homem de Ferro 3, com R$ 96 milhões. Mas os longas estrangeiros não estão num momento tão bom. Houve uma queda de 13% no público do cinema internacional, e de 5% na renda, em parte explicada pela Copa das Confederações e pela onda de manifestações que invadiu as ruas do país desde o início do mês de junho. ‡

fonte: globo.com

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