quinta-feira, 6 de junho de 2013

Mercado de Cinema: "Nosso preço está abaixo da média de mercado", diz Oscar Simões



Presidente-executivo da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura fala ao DC sobre o crescimento do mercado de TV paga no país e em SC


Oscar Simões comenta que apenas 30% do custo do serviço é referente ao preço dos canais fechadosFoto: Alvarélio Kurossu / Agencia RBS

Convidado para o Fala Mídia, evento que reuniu clientes e programadoras de canais por assinatura em Florianópolis, na última semana, o presidente-executivo da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura comenta que apenas 30% do custo do serviço é referente ao preço dos canais fechados. O restante do valor é destinado à mão de obra, gasto com equipamentos e impostos.

Diário Catarinense – Dados da Anatel mostram que houve no Brasil um crescimento de 25% em relação a fevereiro do ano passado. A que se deve esse crescimento do setor?
Oscar Simões – Houve uma melhoria de renda e, hoje, nós temos ofertas a preços bastante interessantes. Acho que há a descoberta do meio: o brasileiro tem o hábito de TV muito forte, nós sempre tivemos uma TV aberta de alta qualidade, só que agora especialmente com a ascensão do jovem nessa classe C – é o primeiro a estar na universidade, trabalha, gosta de internet e de tecnologia e tem um aspiracional mais globalizado – cresceu a procura por conteúdos da TV paga.

DC – Uma pesquisa da Agência Nacional do Cinema, do ano passado, mostra que chegamos a pagar 204% a mais pela TV por assinatura do que outros países latinos. Por que este custo é mais elevado?
Simões – Nós fizemos uma pesquisa com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e não encontramos o mesmo número. Quando você usa a metodologia de paridade de poder de compra ou o índice Big Mac, que é um índice que equaliza preços internacionais, o nosso preço está abaixo da média de mercado. Em nossa amostra abrangemos 56 países, que representam 92% do PIB mundial.

DC – A oferta de combos é uma tendência no Brasil?
Simões – Isto tem em outros países, é uma tendência e é exclusivamente para tecnologia de cabo. No Brasil, hoje, a maior base de assinantes é de DTH (operações de satélite), 60% deles são assinantes deste tipo. A oferta combinada de serviços é uma tendência das operações de cabo e você tem com isso ganhos de escopo.

DC – Os preços podem variar influenciados pela composição do custo da TV por assinatura. Como ela se dá no Brasil?
Simões – Na composição de custo, a programação representa algo como 30%. Os demais componentes de custo são variáveis como pessoal, equipamento e impostos.

DC – Imposto é um componente grande nesta porcentagem?
Simões – Imposto sempre é grande (risos). Se considerar todos os impostos que incidem sobre, até passa do custos da programação. Os impostos diretos, não. Se pensar "para onde vai o meu dinheiro", certamente o custo da programação e os impostos são os maiores.

DC – Há algum retorno por parte das empresas sobre a obrigatoriedade de canais e de programação nacionais?
Simões – A lei (12.485 ) trouxe a criação de um fundo de fomento à produção de conteúdo nacional. Se você olhar para a cadeia de valor, no mercado de produtores de conteúdo está havendo uma dinâmica muito grande, porque os programadores dos canais estão demandando serviço. Mas ainda não percebemos nenhum reflexo, nem positivo nem negativos, junto ao crescimento da base de assinantes e audiência.

fonte: http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/

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